Extremamente alto, incrivelmente perto.

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Este deveria ser a tradução correta do filme que em português recebeu o nome de “Tão alto e tão perto”. Prometi esta semana que iria escrever algo sobre cultura na terça, mas excepcionalmente hoje, juntarei as duas ideias.

O Filme conta a história de um garoto sempre brincava com seus pai de explorar algo da cidade. Até o dia em que seu pai morreu no atentado do 11 de Setembro. Ali o seu mundo literalmente caiu, sua razão ou alegria de viver foi por água abaixo. Até um dia em que ele descobre uma chave entre os pertences de seu pai, e ele tentando estender a permanência do pai com ele(ele usa uma metáfora que a luz do sol demora 8 minutos para chegar na Terra, mesmo que o sol explodisse, ainda teria luz por 8 minutos), aumentando este tempo de luz, ele entende que aquela chave entra em algum lugar na cidade de Nova York e parte a seu encontro.

Não se preocupem, não vou contar o final do filme ou estragar surpresas dele. Todo o filme ébasicamente como esta criança acaba se relacionando com um número sem fim de indivíduos para buscar um interesse que é só seu. Vai em casas, escritórios, fábricas, vê dramas pessoais, mas o que importa para ele é encontrar onde entra a chave, como ele pode ficar mais perto do seu pai, que já foi.

Não pude deixar de ao assistir este filme, reavaliar meus relacionamentos. Todos eles! Com minha esposa, filho, amigos. Será que me relaciono com alguém porque tenho interesse em algo? Será que os dramas pessoais, problemas que eles eventualmente estejam passando, sósão importantes porque podem mostrar onde a “minha chave”, o meu interesse pode abrir?

Por mais que seja um bom motivo, muitas vezes nossos relacionamentos, especialmente com nossos cônjuges, podem ser bastante egoístas, a busca pela auto satisfação nos relacionamentos, casamentos foi, e é algo que sempre vai estar corroendo tudo e mostrando que só o que interessa sou eu, eu, eu. O meu interesse se resume a fazer com que o meu sol brilhe, nem que seja por mais 8 minutos, minha felicidade, acima de tudo.

Cristo deu a vida para que nós nos relacionássemos com Ele! Veja como é o oposto do que muitas vezes fazemos! Ele abriu mão de tudo para, deixou todo o egoísmo de lado, para que agora não só estivéssemos no mais perfeito dos relacionamentos, como ele é modelo para que imitemos em todos os nossos! Ele é o Sol que nunca deixa de brilhar.

Em Cristo, o que ele fez por nós é incrivelmente alto para negarmos e sua presença éextremamente perto, para que não aprendamos com ele, muitos mais do que oscilem ou nossa própria vida.

Em Cristo,

Pr. Léo