Entre duendes e fadas…

Quem não gosta de uma boa história de ficção? Ou melhor ainda, quem nunca brincou de seu conto favorito, ou imaginar brincadeiras entre castelos, dragões, princesas ou sabres de luz? Uma tradição que mantemos até hoje, seja contando os clássicos infantis para nossos filhos ou simplesmente contando contos mais modernos como Toy Story, ou Thomas e seus amigos entre tantos outros. As crianças gostam, imaginam ainda mais e ainda aprendem algumas lições.

Mas pastor, o texto de hoje é para criticar isso? Em hipótese alguma! Eu mesmo sou um grande “catequizador” para que meu filho goste de Star Wars por exemplo. Não vejo problema absolutamente nenhum em estimular a imaginação de nossos filhos e deixar ele se divertir com isso. Gostaria apenas de apontar uma coisa.

Todos esses desenhos tem lições, a maioria positiva, que ensinam nossos filhos valores como amizade, companheirismo, confiança, alegria, compartilhar as coisas, boa competitividade entre tantas. Todas características que gostaríamos de ter, quanto mais nossos filhos! E aí que pode morar o problema.

Estamos ensinando ao nossos filhos que apenas essas boas virtudes são suficientes para ele ser uma “boa pessoa”? Em que momento algum desenho ensina que se humilhar é uma boa virtude? Que história mostra a incapacidade do homem em ser bom por conta própria? Reforçar apenas essas histórias mostra como nós pais precisamos e muito, aprender do evangelho.

Nesta semana estava justamente eu e meu filho brincando com sabres de luz que são as espadas de Star Wars e em determinado momento ele falou: “Papai, eu sou Davi e você é Golias, ok?” Confesso que achei um momento engraçado, singelo, mas me fez pensar justamente sobre todas essas histórias que contei acima. Eu já contei inúmeras vezes esta história para ele, mostrando como Cristo é maior que Davi, mas para ele, a queda do gigante, ainda é o que o chama atenção em seu pequeno coração, mostrando como desde cedo o evangelho precisa ser pregado todo dia, até ser natural.

Em Cristo, podemos até julgar que sua vida e obra podem ser duras ou tristes demais para crianças ouvirem, mas não é. É em Cristo que aprendemos que não é o fato de sermos bons moços que seremos salvos, ou que ser vencedor é a melhor coisa que tem, ou que nossos filhos são inocentes e não possuem pecado. Devemos reforçar a realidade desta história para que ela chame muito mais atenção que qualquer desenho, história ou filme.

Que a realidade do evangelho de Cristo seja a realidade em nossos corações, dos nossos filhos e juntos muito mais que mostrar que uma “terra encantada espera por nós”, temos uma mansão paga com o sangue de Cristo já em nosso nome.

Abaixo apenas algumas dicas práticas de como fazer isso:

1 – Realize o culto doméstico com freqüência,

2 – Sempre comente do evangelho, inclusive em correções, mostre como Cristo pagou o preço pelo seu filho, e foi corrigido no lugar dele,

3 – Assista os desenhos com seu filho e mostre como muito maior que aquela lição, foi o que Cristo ensinou em sua vida e morte,

4 – Ore sempre pelo seu filho e o novo nascimento dele.

Em Cristo,

Pr. Léo