Metade do ano

Chegamos em junho, oficialmente a metade do ano. Mas parece? Me peguei pensando por esses dias como este ano está voando! Parece que foi ontem que viajei à Recife, que foi meu aniversário, casamento de meu irmão. Tudo isso que citei foi ainda no primeiro trimestre deste ano! Se continuasse, seria capaz de voltar para eventos do ano passado e parecer que foi antes de ontem.

Mas o que dá esta sensação de que o tempo tem passado cada vez mais rápido? Talvez o senso de que queremos hoje tudo mais rápido em nosso dia a dia (certa feita, vi um adolescente reclamar que a televisão demora 2 segundos para ligar), e com isso tudo passa rápido. Duas coisas porém, me parecem ter fatores interessantes.

Pegue um momento de muita felicidade, o nascimento de um filho, um aniversário, uma viagem. Nestes momentos o dia parece que tem horas reduzidas e mesmo eventos que aconteceram anos atrás somos capazes de recontar em seus maiores detalhes, como se tudo aquilo fosse um sonho da noite anterior.

Agora observe um momento de sofrimento. As horas não passam, o dia parece se arrastar, todavia, depois que este momento passa, o evento parece que aconteceu no século passado, um evento para arqueólogos descobrirem o que aconteceu. A sensação de alívio do sofrimento faz com que voltemos a direção ao tempo rápido acima.

Em certo sentido, nossos dias não são medidos pela quantidade de horas que tem ou anos que se passam, mas como essas horas, dias e anos passam. Relendo o texto da Santa ceia, quando lemos que celebramos em memória de Cristo, parece algo distante, sem sentido, mas, ao mesmo tempo, quando lembramos que vamos cear ao seu lado, desejamos que as horas passem rápido para que com ele possamos estar.

Muito mais que sofrimentos ou passageiras alegrias, que possamos aqui viver a vida de Cristo. Independente de como será, sempre teremos a certeza que com ele estaremos, ou ainda, mais importante, que ele estará conosco em cada segundo da nossa vida, para que com Ele passemos os intermináveis e alegres segundos em nossa verdadeira casa.

Portanto, que a próxima metade do ano possa ser marcada por isso acima de qualquer outra coisa ou acontecimento.

Em Cristo,
Pr. Léo